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Um contador, ou um por página

A decisão entre manter uma única contagem de visitantes para um site inteiro ou utilizar rastreadores individuais para subpáginas distintas molda diretamente as estatísticas resultantes. Ambas as metodologias respondem a requisitos analíticos inteiramente diferentes.

um contadortodo o sítioum número a seguirum por páginacada parte por sivários números a compararmais contadores respondem a uma pergunta mais estreita e a certa altura deixam de ser legíveis

A que responde um só número

O contador único responde a uma pergunta e responde-lhe bem: o sítio no seu conjunto está a ser lido, e isso está a mudar. É o número que pertence a um relatório anual, e o único que se mantém comparável ao longo dos anos, porque não depende de que páginas existiam na altura.

Um único contador em todo o site opera como um monitor geral da atividade geral. A implementação é altamente eficiente, exigindo apenas um trecho HTML colocado num elemento de modelo partilhado, como o rodapé de um site, acumulando todo o tráfego numa métrica central.

Tem também uma limitação honesta. Uma subida de um quinto ao longo de uma época diz que algo funciona; não diz o quê. O número único pode abrir uma investigação mas nunca fechá-la, e num sítio de vinte páginas deixa dezanove sem resposta.

A que respondem vários

Por outro lado, a atribuição de contadores individuais a artigos ou galerias específicos isola as métricas de atenção. No entanto, a administração de dezenas de contadores sem ligação entre si gera confusão rapidamente e tem um mau dimensionamento à medida que um site se expande naturalmente ao longo do tempo.

Vários contadores respondem à pergunta que o único não consegue. Se a galeria, o calendário e a página de história tiverem cada um o seu total, a diferença entre eles diz qual das três está a ser lida — e daí pende uma decisão, porque o esforço pode ser deslocado.

A comparação só se aguenta se os contadores foram instalados ao mesmo tempo. Dois contadores iniciados com um ano de diferença não são comparáveis, e nenhuma aritmética posterior o repara: o mais antigo tem simplesmente um ano de números que o outro não tem.

Onde deixa de ser legível

Há um limiar, e está mais baixo do que se espera. Três ou quatro contadores são uma comparação. Doze são uma lista que ninguém lê, e trinta são uma tarefa de manutenção: cada página nova levanta a questão de saber se precisa do seu, e cada página retirada deixa um total que já não remete para nada.

Existe uma posição intermédia útil. Um contador no modelo partilhado dá o total, e um segundo na única página cujo destino está mesmo em dúvida — a galeria, a secção nova, a página sobre a qual se discutiu — dá a comparação, sem transformar a medição em administração.

A pergunta não é, pois, qual o método melhor em abstrato. É quantas perguntas distintas há realmente a fazer, e na maioria dos sítios pequenos a resposta honesta é uma, por vezes duas. Contadores são baratos, a atenção não é, e o segundo tem de merecer o seu lugar como o primeiro mereceu.

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